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Thursday, August 18, 2016

Sem número, número 33

Passaram já 11 meses desde o último post. Serve o presente para assinalar que Agosto é o pior dos meses. De há alguns anos para cá que a tendência se confirma. Sim, pode ser o mês com o melhor dia para casar - assim o diz o Quim Barreiros (é a nota humorística do post), mas a verdade é que, se 2016 está a ser um ano de más notícias, Agosto consegue concentrar as piores.

Faltam pouco mais de dez dias até ao final do mês e eu chego a temer o que eles trarão. Nada de bom, provavelmente.

Wednesday, January 21, 2015

Cenas e coisas que tais aleatórias #3

No consultório da médica, durante a consulta semestral ou anual, esta lê o relatório do exame:

Médica: «Ora bem, então o relatório anterior refere 16 [nódulos], este menciona um, dois, três, quatro... [conta até 11], são 11, neste, e os restantes são de pequenas dimensões...»

Ela: «...»

Médica: «Olhe lá, como é que consegue? Como consegue acomodar tantos em cada mama? Tão arrumados?»

Ela: (Silêncio.) «São mamas IKEA.»

Médica: (Ri-se.)

Ela: (Se o tédio matasse...)

A consulta avança, a médica continua a ler o relatório e tira notas.

Médica: «E engravidar, já pensou quando?»

Ela: «...»

Mãe: «Ah, para isso ela primeiro tem de arranjar namorado...»

Ela: (Porquê, Mãe, porquê?! Bom... parecendo que não, facilita o processo...)

Médica: «Bom, não há nada provado, mas parece que quando ocorre uma revolução hormonal, como numa gravidez, estas coisas podem alterar-se e desaparecer, até.» (Wink, wink, say no more, say no more...)

Ela: (Acho que prefiro os nódulos aos filhos...)

Friday, September 26, 2014

Sabes que foi uma semana boa porque...

... todos os dias tiveste tarefas/compromissos a cumprir. A vida não se faz apenas de momentos bons (isso é só para os privilegiados), mas o importante é avançar, deixar para trás a tristeza e a mágoa. Correr, sentir o vento na cara, dormir numa cama com lençóis lavados*, cozinhar algo delicioso para o jantar, ler um bom livro, podem parecer pequenas tarefas, pequenas coisas, mas os dias constroem-se através de pequenas peças. Se o demónio está nos detalhes, também a felicidade reside nos pormenores, nas pequenas coisas.

Claro que há dias maus, dias de merda, ou apenas dias em que a maior parte do tempo se passa em sofrimento ou imersa em tristeza. Mas é graças a esses dias que, quando o equilíbrio é reestabelecido, a felicidade regressa e a serenidade se impõe.

A solidão não é uma tragédia. A solidão é uma necessidade. Não conheces outro lugar onde seja possível encontrar-te senão aí. Mas isso não significa que estejas só: a família que te caiu na rifa até é catita e os poucos amigos que tens são de superior qualidade. De tal forma que, se fossem restaurantes, facilmente lhes atribuiriam três estrelas Michelin.

Se isso não é ser afortunado, então não sabes o que poderá ser.

Monday, August 25, 2014

Sem número, número 21

A minha reacção perante atitudes infantis ou quando me fazem perguntas estúpidas:



Expect me dressed like this next Halloween. -.-

Friday, November 8, 2013

Cenas e coisas que tais aleatórias #2

Em Heidelberg, no topo da montanha (ao qual demoraram mais de duas horas a chegar), caminham até chegar a uma escadaria, para Ela desconhecida.


Ela: «Ah, que bonito. E no topo da montanha. Para que foi construído?
Ele: «Era um anfiteatro nazi.»
Ela: ...

Monday, January 21, 2013

Cenas e coisas que tais aleatórias #1

No consultório da médica endocrinologista, que consultou para esclarecer a questão dos valores anormais que surgiu nos resultados dos exames sanguíneos mais recentes:

Médica: «Bom, então o que a traz por cá?»
Ela: «Eh, doutora, nos últimos exames que fiz, estes valores aqui  (aponta) surgem muito abaixo do que é considerado normal e queria saber o que significa...»
Médica: (ainda sem olhar para a ficha de paciente) «Hum, pois... você veio cá da última vez por causa do seu problema... hum... você tem um problema que provoca alopécia, não é?»
Ela: (confusa) «Não... vim cá por causa da tiróide...»
Médica: «Ahhhh, é verdade, sim, já me lembro. Sabe, é que vi a sua franja tão perfeita, tão direita, que pensei que usasse peruca!»
Ela: «...»