Tuesday, September 1, 2015

Lista #10: Livros que se transportam para férias [ou como ressuscitar um blogue sem fazer respiração boca a boca]

Sem olhar para datas, para evitar receios, depressões e hesitações, e porque quem vai para o mar avia-se em terra, antecipei as férias escolhendo meia dúzia de livros para levar comigo. Na verdade são mais de seis, e não peçam grande critério. São livros que já começaram a ser lidos e que ficaram a meio e, portanto, têm de ser recomeçados do início, outros foram escolhidos porque a curiosidade deve ser satisfeita, e uns porque simplesmente foram achados perdidos no meio de outros e não merecem ser discriminados.

O Labirinto da Saudade Psicanálise Mítica do Destino Português, Eduardo Lourenço: está na estante desde o segundo ou terceiro ano da faculdade e foi lido, pela última vez, corria o verão de 2006. Para aprender algo de interessante, lá vai ele, novamente, nove anos depois (não deprimas, não deprimas).

a estrada curva, jorge vaz nande: são pequenos contos e, honestamente, já nem sei bem como chegou a mim. Também deve ter uma qualquer relação com os meus tempos de faculdade, porque tanto quanto sei, foi colaborador d'A Cabra. É pequenino e estava perdido no meio de uma estante em casa dos meus pais, mas não é por isso que é menos do que os outros.

Anthology of Black Humour, André Breton: primeiro veio a Nadja. Como L'Amour Fou não se achava em livraria alguma, encontrei-me um dia na Almedina Saldanha com este e, passados cinco anos, depois de iniciada a leitura, achei que estava na altura de avançarmos na nossa relação.

Isto Não é Um Conto, AA.VV.: mais recente, apesar do tema difícil, tem uma história pessoal/laboral a ele associada e é um dos poucos vestígios positivos desse período mais complicado da minha vida.

Tabacaria, Álvaro de Campos: é uma forma de me convencer que até leio poesia e é um clássico.

O Desaparecido (aka Amerika na versão anglo-saxónica), Franz Kafka: porque há coisas que têm início e precisam de ser terminadas para que nunca mais nos voltem a assombrar. E nada disto tem que ver com o pobre Kafka, que nunca chegou a terminar o livro, nem nunca viu a última vontade respeitada (como este livro o testemunha).

Ursamaior, Mário Cláudio: espero que não seja o único título desta trilogia com nome de constelações que leio, mas há que começar por algum lado.

Ficções de Humor, AA.VV.: faltava-me este de entre todos os números «especiais» da revista. E pronto, porque dá sempre jeito um livro de contos, principalmente se tiver piada.

Fora isto, ainda devo andar a ler La famosa invasione degli orsi in Sicilia, do Dino Buzzati, livrinho que já merecia uma tradução para o português. Assim naquela.

Monday, August 10, 2015

Sem número, número 31

Já muito além dos 30, resta apenas dizer que tive o azar (ou a sorte, sabe-se lá) de nascer num sítio em que o vinho, por mais rasco que seja, consegue ser bom.

Wednesday, January 21, 2015

Cenas e coisas que tais aleatórias #3

No consultório da médica, durante a consulta semestral ou anual, esta lê o relatório do exame:

Médica: «Ora bem, então o relatório anterior refere 16 [nódulos], este menciona um, dois, três, quatro... [conta até 11], são 11, neste, e os restantes são de pequenas dimensões...»

Ela: «...»

Médica: «Olhe lá, como é que consegue? Como consegue acomodar tantos em cada mama? Tão arrumados?»

Ela: (Silêncio.) «São mamas IKEA.»

Médica: (Ri-se.)

Ela: (Se o tédio matasse...)

A consulta avança, a médica continua a ler o relatório e tira notas.

Médica: «E engravidar, já pensou quando?»

Ela: «...»

Mãe: «Ah, para isso ela primeiro tem de arranjar namorado...»

Ela: (Porquê, Mãe, porquê?! Bom... parecendo que não, facilita o processo...)

Médica: «Bom, não há nada provado, mas parece que quando ocorre uma revolução hormonal, como numa gravidez, estas coisas podem alterar-se e desaparecer, até.» (Wink, wink, say no more, say no more...)

Ela: (Acho que prefiro os nódulos aos filhos...)

Sunday, January 11, 2015

Sem número, número 30

Post 30, quase a chegar aos 30, e uma brilhante conclusão sobre o state that I am in (e nem sequer me encontro a ouvir Belle and Sebastian):

Do que eu preciso mesmo, é de uma semana a esquiar e a encher a cara. Todos os dias. A partir das 7:00. Nada que saia da minha rotina, portanto.

Nunca o cansaco psicológico se fez sentir tão físico.

Thursday, December 18, 2014

Sem número, número 29

Muita saúdinha para os senhores da Marvel, é o que lhes desejo. Uma taça de tinto e uma receita deliciosa juntamente com isto = remédio santo para dias em que o cérebro entra em sobrecarga depois de uma semana passada em cima de uns saltos altos. Uma Awesome Mix Vol.1 por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

    

Thursday, November 6, 2014

Sem número, número 28

Pensando em canções que devem ser (mandatory) cantadas em karaokes, por pessoas com um elevado teor alcoólico no sangue, lembrei-me disto. E depois tive medo, porque nunca pensei que a lycra pudesse ter integrado a moda masculina fora da actividade desportiva. Oh dear.

 

Sunday, November 2, 2014

Sem número, número 27

Quando em Firenze, nas primeiras semanas ouvia-se muito rádio, tentando compreender que música se escutaria por aquelas terras. Numa das estações, todas as manhãs eram inauguradas com um rol de músicas em que o amor era um lamento e os corações irremediavelmente partidos, para nunca mais se esquecer. Uma coisa mais ou menos assim: