Monday, February 3, 2014

Sabes que não estás assim tão velha e acabada porque...

... É de madrugada e, tendo um projecto em mãos, sentes-te ainda motivada e desperta para continuar. Quebraste antes do jantar, mas a partir daí foi sempre a aviar e olhas para a lista de tarefas, de textos a escrever e cenas para apontar e fazer e decides-te a tratar ainda mais alguns assuntos antes de ir dormir, porque te dá para rabiscar e escrevinhar. É mais ou menos (menos, oh, muito menos) como quando, durante alguns meses, fazias uma directa semanal e tinhas tantas responsabilidades em mãos que chegavas a trabalhar das 22.00 às 2.00 e a levantares-te às 6.30 para escrever, sentindo-te fresca como uma alface e cheia de ideias e das palavras certas para transpor para o papel. «A fervilhar», seria a expressão correcta para descrever o que sentias. E sentias o que sentias, porque não tinhas uma gota de respeito pelas pessoas que insistiam em ser parvas e desvalorizavam o teu trabalho.

E eis que, finalmente, cinco anos depois (já passou tanto tempo?), sentes algo semelhante e sentes-te bem (vá, exceptuem-se as dores nas costas, no rabo e o cansaço nas pernas), porque não há ninguém que te possa fazer sentir uma incompetente, ou simplesmente mal por seres uma Wikipedia tonta com braços e pernas e muita informação inútil. That's it.

Monday, January 20, 2014

Frase do Dia #53

2013 foi um ano muito produtivo em posts. Foi uma alegria e bati o record do ano anterior. Por isso, nada melhor do que «contar» uma das milhentas frases do dia que uma pessoa podia botar aqui, retirada directamente de um dos livrinhos de David Markson, neste caso, Vanishing Point:

«William Faulkner once allowed himself to be interviewed on radio during a University of Virginia football game.
And was introduced as a winner of the Mobil Prize.»

Et voilá.

Monday, January 13, 2014

Sabes que qualquer coisa não está bem quando...

... tens de apagar itens e parte da tua formação, que custou a adquirir, do teu CV, na esperança de que alguém te dê uma oportunidade num emprego que não queres, mas que talvez seja o único que consigas.

Wednesday, November 20, 2013

Looking at the bright side of life #2

Procurando conforto e algum sentido na vida, pensando, uma vez mais, nos Python, creio que há um lado bom e motivos para olhar para ele: deixar de conviver com alguém que nos faz sentir diariamente estúpidos e incapazes, é capaz de ser uma coisa positiva. Quiçá, talvez ajude a melhorar a auto-estima, assim, na loucura. Ou não.

Logo se verá.

Thursday, November 14, 2013

Looking at the bright side of life #1

Mirando a caixa com todos os conteúdos alguma vez criados pelos Monty Python, lembrei-me que, olhando para o lado positivo da minha situação, de uma coisa podia estar certa:

Desde que o grande terramoto não ocorra até à primeira quinta-feira de Dezembro, já não morro dessa catástrofe natural. 

E regojizo e exulto e cenas.

Sunday, November 10, 2013

Sem número, número 18

Os domingos são os dias mais difíceis. Aos domingos contam-se os dias em falta até ao final do mês de Novembro. Quantas segundas-feiras existem ainda. Quantos dias úteis falta sofrer até que Dezembro chegue.

Os domingos nem sempre foram assim. Mas uma pessoa tem de se adaptar para evoluir. O único obstáculo é que é difícil a adaptação a uma situação à qual ainda não nos podemos adaptar porque ainda não existe de facto.

E perdida em cálculos e previsões, concluo: o valor de uma pessoa não é o conjunto de todas as suas partes; o valor de uma pessoa tem de ser traduzível numa unidade monetária. Contudo, no final, uma pessoa não vale nada: sendo substituível, perde qualquer importância que possa ter. Como pratos, talheres ou copos descartáveis. E faz sentido: quem se há-de afeiçoar, ou sequer dar importância, a um copo de plástico, sujo, quando tem mais 15 prontos a usar?

Posto isto, sinto-me apta a reformular a Lei de Lavoisier: na realidade, nada se perde, porque nada importa.

Friday, November 8, 2013

Cenas e coisas que tais aleatórias #2

Em Heidelberg, no topo da montanha (ao qual demoraram mais de duas horas a chegar), caminham até chegar a uma escadaria, para Ela desconhecida.


Ela: «Ah, que bonito. E no topo da montanha. Para que foi construído?
Ele: «Era um anfiteatro nazi.»
Ela: ...