Francisco Goya, detalhe de Perro Semihundido
Showing posts with label Catching The Big Fish. Show all posts
Showing posts with label Catching The Big Fish. Show all posts
Friday, January 13, 2012
Num dia qualquer...
... abri um caderno vazio que descobri no fundo de uma velha gaveta. Voltei a ter seis anos e aquele era o cheiro das folhas brancas que nunca foram usadas, à espera que alguém lá deixe um pouco do que é.
Labels:
Catching The Big Fish,
Goya,
Ideias
Location:
3230 Penela Municipality, Portugal
Friday, June 10, 2011
À procura de um grande espadarte #1
Estou a braços com um longo texto que exige, além de concentração e uma grande força de vontade, ideias. Decidi, portanto, consultar «o oráculo». Ora, «o oráculo» da minha adolescência é o senhor David Lynch, que, por acaso, também escreve livros. Às vezes, quando não está a pintar ou a fazer filmes e outras coisas que tais. Bom, prosseguindo, acho que é a pessoa indicada para falar de IDEIAS. E isto é o que ele tem a dizer sobre o assunto:
«Uma ideia é um pensamento. É um pensamento que contém mais do que se pensa que contém quando se o recebe. Mas, naquele primeiro momento, dá-se uma faísca. Numa banda desenhada, se alguém tem uma ideia, acende-se uma lâmpada. Acontece num instante, tal como na vida.
Seria óptimo se o filme inteiro viesse todo de uma só vez. Mas vem, para mim, em fragmentos. Aquele primeiro fragmento é como a Pedra de Roseta. É a peça do puzzle que indica o resto. É uma peça do puzzle esperançosa.
Em Veludo Azul, foi lábios vermelhos, relvados verdes e a canção - a versão de Blue Velvet, de Bobby Vinton. A coisa seguinte foi uma orelha caída num campo. E foi tudo.
Uma pessoa apaixona-se pela primeira ideia, por aquele pedacinho minúsculo. E, depois de a ter, o resto há-de vir com o tempo.»
[Retirado de Catching The Big Fish (Em Busca do Grande Peixe, ed. Estrela Polar)]
Espero que tenhas razão, ó David. Espero que o tempo traga o resto da ideia depressinha!
Nota ao título: Refiro-me ao espadarte, peixe pescado pelo Velho, personagens de O Velho e o Mar de Ernest Hemingway. Agora somem dois mais dois e retirem um sentido do título. -.-
«Uma ideia é um pensamento. É um pensamento que contém mais do que se pensa que contém quando se o recebe. Mas, naquele primeiro momento, dá-se uma faísca. Numa banda desenhada, se alguém tem uma ideia, acende-se uma lâmpada. Acontece num instante, tal como na vida.
Seria óptimo se o filme inteiro viesse todo de uma só vez. Mas vem, para mim, em fragmentos. Aquele primeiro fragmento é como a Pedra de Roseta. É a peça do puzzle que indica o resto. É uma peça do puzzle esperançosa.
Em Veludo Azul, foi lábios vermelhos, relvados verdes e a canção - a versão de Blue Velvet, de Bobby Vinton. A coisa seguinte foi uma orelha caída num campo. E foi tudo.
Uma pessoa apaixona-se pela primeira ideia, por aquele pedacinho minúsculo. E, depois de a ter, o resto há-de vir com o tempo.»
[Retirado de Catching The Big Fish (Em Busca do Grande Peixe, ed. Estrela Polar)]
Espero que tenhas razão, ó David. Espero que o tempo traga o resto da ideia depressinha!
Nota ao título: Refiro-me ao espadarte, peixe pescado pelo Velho, personagens de O Velho e o Mar de Ernest Hemingway. Agora somem dois mais dois e retirem um sentido do título. -.-
Labels:
Catching The Big Fish,
David Lynch,
Ideias
Subscribe to:
Posts (Atom)
