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Tuesday, August 11, 2020

Frase do Dia #61

O seguinte trecho contém spoilers. Quer dizer, mais ou menos: no final, todos morremos, portanto, é um fim expectável. E o que realmente aqui interessa é o seguinte:

«Then, as his planet killed him, it occurred to Kynes that his father and all the other scientists were wrong, that the most persistent principles of the universe were accident and error.

Even the hawks could appreciate these facts.»

O filme do Dennis Villeneuve está quase aí. Mas vale a pena ler primeiro Dune, de Frank Herbert.

Wednesday, March 6, 2013

Frase do Dia #44

Da necessidade de rever alguns filmes:


«This whole world is wild at heart and weird on top.»*

* Se não sabem de que filme se trata, informem-se!

Wednesday, August 22, 2012

Sem número, número 2



Quando eu era jovem (15 anos, ou à volta disso), dava-me para ouvir Rammstein, ver filmes de David Lynch – embora falte ainda visionar o Eraserhead – e ler O Nome da Rosa. Continuo a achar que me podia ter dado para muito pior. 

Tuesday, June 12, 2012

A postcard a day keeps the sadness away #19


Podia haver uma série «David Lynch» neste blogue: livros, filmes, séries, influências, meditação transcendental, and so on, and so on - tudo isso já aqui se mencionou. Dado que é suposto que a minha colecção de postais inclua postais dos meus filmes favoritos - ou, pelo menos, marcantes - Mulholland Drive não poderia ficar de fora. Vi-o com uns 16 ou 17 anos numa sessão do clube de cinema da escola onde estudava. O professor  responsável pelo clube, fumador de charutos, havia decidido mostrar alguns filmes de Lynch e, além de Dune, passou também Mulholland Drive. Associo, por isso, ao filme, o odor de charuto a arder que circulava pela sala, durante a projecção do filme.

Sunday, February 19, 2012

A postcard a day keeps the sadness away #15

A propósito de David Lynch...


... este foi o primeiro filme dele que vi, devia ter 12/13 anos. Ainda criança, vi uns episódios de Twin Peaks dos quais pouco me recordava. Tanto que, quando há alguns anos decidi rever a série, percebi que a música que tanto me assustava em pesadelos recorrentes era afinal a música do genérico de Twin Peaks. Ah, David (e Angelo Bandalamenti), sempre a marcar a vida dos espectadores!

Friday, June 10, 2011

À procura de um grande espadarte #1

Estou a braços com um longo texto que exige, além de concentração e uma grande força de vontade, ideias. Decidi, portanto, consultar «o oráculo». Ora, «o oráculo» da minha adolescência é o senhor David Lynch, que, por acaso, também escreve livros. Às vezes, quando não está a pintar ou a fazer filmes e outras coisas que tais. Bom, prosseguindo, acho que é a pessoa indicada para falar de IDEIAS. E isto é o que ele tem a dizer sobre o assunto:

«Uma ideia é um pensamento. É um pensamento que contém mais do que se pensa que contém quando se o recebe. Mas, naquele primeiro momento, dá-se uma faísca. Numa banda desenhada, se alguém tem uma ideia, acende-se uma lâmpada. Acontece num instante, tal como na vida.
Seria óptimo se o filme inteiro viesse todo de uma só vez. Mas vem, para mim, em fragmentos. Aquele primeiro fragmento é como a Pedra de Roseta. É a peça do puzzle que indica o resto. É uma peça do puzzle esperançosa. 
Em Veludo Azul, foi lábios vermelhos, relvados verdes e a canção - a versão de Blue Velvet, de Bobby Vinton. A coisa seguinte foi uma orelha caída num campo. E foi tudo.
Uma pessoa apaixona-se pela primeira ideia, por aquele pedacinho minúsculo. E, depois de a ter, o resto há-de vir com o tempo.»

[Retirado de Catching The Big Fish (Em Busca do Grande Peixe, ed. Estrela Polar)]

Espero que tenhas razão, ó David. Espero que o tempo traga o resto da ideia depressinha!

Nota ao título: Refiro-me ao espadarte, peixe pescado pelo Velho, personagens de O Velho e o Mar de Ernest Hemingway. Agora somem dois mais dois e retirem um sentido do título. -.-

Thursday, April 28, 2011

Frase do Dia #13

Podia criar a categoria "David Lynch descodificado", dada a quantidade de afirmações explicativas proferidas pelo realizador que fui reunindo em determinado momento da minha vida. Esta é mais uma. E diz o senhor:

«I regard the instant as more important than the whole.»

Está desvendado o segredo: os filmes não fazem mesmo sentido no seu conjunto. -.-

Friday, April 22, 2011

Frase do Dia #8

O homem que me deu a "volta à cabeça" aos 15 anos: David Lynch. E dizia ele em entrevista, consolando-me por não perceber alguns dos seus filmes, particularmente Lost Highway:

«Everything makes sense. But maybe not the same sense for everyone.»

Faz sentido. -.-