Tuesday, January 22, 2013

Frase do Dia #41

Do medo, porque nunca é demais repetir:

«I must not fear. Fear is the mind-killer. Fear is the little-death that brings total obliteration. I will face my fear. I will permit it to pass over me and through me. And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path. Where the fear has gone there will be nothing. Only I will remain.»

E não me aventurarei por mais livros da série Dune, de Frank Herbert.

Monday, January 21, 2013

Cenas e coisas que tais aleatórias #1

No consultório da médica endocrinologista, que consultou para esclarecer a questão dos valores anormais que surgiu nos resultados dos exames sanguíneos mais recentes:

Médica: «Bom, então o que a traz por cá?»
Ela: «Eh, doutora, nos últimos exames que fiz, estes valores aqui  (aponta) surgem muito abaixo do que é considerado normal e queria saber o que significa...»
Médica: (ainda sem olhar para a ficha de paciente) «Hum, pois... você veio cá da última vez por causa do seu problema... hum... você tem um problema que provoca alopécia, não é?»
Ela: (confusa) «Não... vim cá por causa da tiróide...»
Médica: «Ahhhh, é verdade, sim, já me lembro. Sabe, é que vi a sua franja tão perfeita, tão direita, que pensei que usasse peruca!»
Ela: «...»

Sunday, January 20, 2013

Frase do Dia #40

Dos bons conselhos:

«Jump out of bed as soon as you hear the alarm clock!! You may also find it usefull spending five minutes each morning saying to yourself: "Every day in every way I am getting better and better." Perhaps it is a good ideia to start a new day with the right frame of mind.»

Não fui eu que disse. Isto encontrei-o já escrito num pequeno booklet que vinha dentro do Kid A, dos Radiohead, algures no início da década dos 00. Mas escusado será dizer que (ainda) não levei isto muito à letra.

Wednesday, January 16, 2013

Sabes que o teu dia podia ter sido completamente merdoso mas não foi porque...

... Houve greve de metro, mas ficaste em casa. Trabalhaste no quentinho de uma manta, apesar de teres dores horríveis de barriga. E, embora o metro estivesse a abarrotar quando entraste, conseguiste lugar para te sentar e ficar a ler o livro delicioso que estás a adorar.

No escritório, tiveste uma pilha de coisas para fazer, por isso não tiveste grande espaço para pensar em coisas tristes que sabes que ocorrem com quem prezas, mas em relação às quais não podes fazer muito.

Ao regressar a casa, quando meditavas sobre o jantar, ao subir as escadas da estação de metro, a caminho de casa e pensavas que realmente ele há dias em que só apetece ter a cabeça num buraco, qual avestruz, eis que chegas a casa e uma das tuas roomies te pede que lhe expliques como confeccionas um prato. E eis que o dia se anima um pouco: algo útil e que te dá prazer fazer surge inesperadamente e ficas feliz, porque tens alguém para quem cozinhar.

É a tal coisa das simple things.

Friday, January 11, 2013

Sabes que o teu dia foi merdoso porque...

... Tens de ir embora à pressa do trabalho, esqueces-te do guarda-chuva, sais do metro e apanhas uma molha descomunal, porque o céu abriu comportas no momento que saiste das entranhas da terra.

Não sendo suficiente, pegas no carro mais tarde, e, chovendo bastante e encontrando-se os pneus a necessitarem de ser trocados, vais conduzindo devagar, sempre atenta aos veículos da frente, que insistem em caminhar a passo de caracol e apanhar todos os semáforos vermelhos.

Ligas o rádio, para tentar distrair-te - porque estás mesmo deprimida - e passar o tempo que perdes à espera que os sinais abram. Mal a música começa a tocar, reconheces que é Radiohead, do álbum OK Computer. A letra surge-te como por automatismo - o que te irrita -, mas esperas que pare de tocar e seja substituída por outra coisa. Quando ainda tens colado na cara um esgar semi-irónico, começa a tocar outra (!!!) música de Radiohead. Aí, solta-se um sonoro «foda-se». Sai tão alto que o condutor que está na faixa do lado, à espera que o sinal abra, olha na tua direcção e vê-te esbracejar. Apetece-te mandá-lo à merda, mas está verde e avanças.

Já no regresso a casa, vais ao Burger King - é o sítio que tem uma fila menor e o que tu queres é ir para casa, meter-te debaixo das mantas e praguejar. Pedes para levar e dizes que queres aros de cebola. O rapaz acena que sim, que anotou. Recebes a tua comida, pagas e vens embora. Chegas a casa, abres a merda do saco e descobres que te mandou batatas em vez da cebola. Nessa altura estás tão cansada que te borrifas para essa merda toda e comes consoladamente a porcaria do hamburguer e as batatas já frias.

E só pensas no dia merdoso que foi.

Cenas da vida Erasmus #5

Na aula de Comunicazione Politica - que elas frequentam - depois de assinada e entregue a folha de presença:

Professor: «Já não é a primeira vez que isto acontece, por isso, o indivíduo que escreveu à frente do nome de uma jovem estudante de Erasmus 'Sei belíssima!', que ganhe coragem para lhe dizer e não volte a rabiscar as folhas de presença.»

Thursday, January 10, 2013

Cenas da vida Erasmus #4

Os três juntam-se em casa delas para jantar. No final, jogam à bisca, bebem e conversam sobre as dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa do ponto de vista de um não nativo:

Ela: «Sabes que o plural, em português, se faz de diferentes formas.»
Ele: «Ai sim? Como?»
Ela: «Ora, tu, por exemplo, não podes dizer 'os alemãos'. Dizes 'os alemões'.»
A outra: «...»