Friday, May 2, 2014

Livros extraordinários #1


Directamente da série «Capas espectaculares, brutais e cenas assim», a capa original de O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan. Corresponde perfeitamente ao conteúdo, ao «pintas» que é o Nelsinho.

Thursday, March 27, 2014

Frase do Dia #54

Há cerca de 17 anos (quando é que eu passei a contar números de dois dígitos para me recordar de factos passados?), por ocasião de um aniversário (acho eu) ofereceram-me um exemplar do OK Computer (Radiohead, pois claro). Até ao presente dia, este deve ser ainda o CD com mais quilometragem que possuo, tantas foram as vezes que girou no leitor. No interior da caixinha de plástico, vim a descobrir um dia um booklet ilustrado que dizia, entre outras coisas, o seguinte:

«Jump out of bed as soon as you hear the alarm clock!! You may also find it usefull spending five minutes each morning saying to yourself: ‘Every day in every way I am getting better and better’. Perhaps it is a good idea to start a new day with the right frame of mind

Não sei explicar porquê, mas ao ler ou recordar esta frase específica, penso em «Airbag», a primeira canção do álbum, e sinto-me satisfeita. São cenas.

Monday, March 24, 2014

A postcard a day keeps the sadness away #26


Se há dias em que não devíamos sair da cama, há noites que nunca deveriam acabar. E este é um gajo que deve perceber dessas merdas. Solidão incluída.

Thursday, February 6, 2014

Sem número, número 19

Já se perdeu a conta aos dias cinzentos de chuva, aos dias encerrados em casa, diante de um computador e livros. O isolamento constrói-se e, ao sair à rua, forçada pelos compromissos médicos, compreende-se finalmente o tamanho da solidão. É um luxo não se ser forçado a conviver com desconhecidos. Ao entrar no táxi compreende-se a importância de se estar só, distante das ruas, do metro, dos autocarros, dos balcões de atendimento. Durante um quarto de hora - oh, e entrara-se no táxi pensando poder contornar as distâncias e o tempo - o homem fala, fala, fala, queixa-se, brada contra todas as entidades de esquerda, contra o sistema político, pragueja e insulta violentamente, fazendo estremecer o passageiro. E os semáforos que insistem em ficar vermelhos, que permanecem assim durante minutos a fio, e a ânsia pelo verde, a ânsia de chegar, de poder sair dali e não ouvir mais aquele homem. «Cale-se», grita mentalmente. «Deixe-me», desejando o silêncio, que é mais valioso do que ouro e todas as pedras precisosas do mundo. No final, perante a ausência de reacção, pergunta se já terminei o meu curso, se trabalho. Digo-lhe que não. Espanta-se. «Como não trabalha?» Chegamos, finalmente. E saio, pago, deixo alguns cêntimos a mais: a vontade de sair dali não tem preço.

Monday, February 3, 2014

Sabes que não estás assim tão velha e acabada porque...

... É de madrugada e, tendo um projecto em mãos, sentes-te ainda motivada e desperta para continuar. Quebraste antes do jantar, mas a partir daí foi sempre a aviar e olhas para a lista de tarefas, de textos a escrever e cenas para apontar e fazer e decides-te a tratar ainda mais alguns assuntos antes de ir dormir, porque te dá para rabiscar e escrevinhar. É mais ou menos (menos, oh, muito menos) como quando, durante alguns meses, fazias uma directa semanal e tinhas tantas responsabilidades em mãos que chegavas a trabalhar das 22.00 às 2.00 e a levantares-te às 6.30 para escrever, sentindo-te fresca como uma alface e cheia de ideias e das palavras certas para transpor para o papel. «A fervilhar», seria a expressão correcta para descrever o que sentias. E sentias o que sentias, porque não tinhas uma gota de respeito pelas pessoas que insistiam em ser parvas e desvalorizavam o teu trabalho.

E eis que, finalmente, cinco anos depois (já passou tanto tempo?), sentes algo semelhante e sentes-te bem (vá, exceptuem-se as dores nas costas, no rabo e o cansaço nas pernas), porque não há ninguém que te possa fazer sentir uma incompetente, ou simplesmente mal por seres uma Wikipedia tonta com braços e pernas e muita informação inútil. That's it.

Monday, January 20, 2014

Frase do Dia #53

2013 foi um ano muito produtivo em posts. Foi uma alegria e bati o record do ano anterior. Por isso, nada melhor do que «contar» uma das milhentas frases do dia que uma pessoa podia botar aqui, retirada directamente de um dos livrinhos de David Markson, neste caso, Vanishing Point:

«William Faulkner once allowed himself to be interviewed on radio during a University of Virginia football game.
And was introduced as a winner of the Mobil Prize.»

Et voilá.

Monday, January 13, 2014

Sabes que qualquer coisa não está bem quando...

... tens de apagar itens e parte da tua formação, que custou a adquirir, do teu CV, na esperança de que alguém te dê uma oportunidade num emprego que não queres, mas que talvez seja o único que consigas.