Monday, August 18, 2014
Who are you, people?
Quem são estas pessoas que continuam a vir parar a este blogue, oriundas de locais onde nunca estive, não sei se alguma vez estarei ou desejarei estar? Porquê??? Why??? Warum???
Monday, July 7, 2014
Sem número, número 20
O efeito borboleta deve ser isto: três fuselagens gigantes destinadas à montagem de Boeing's 747 caem ao rio no estado de Montana, nos EUA, e uma moça numa pequena localidade portuguesa fica com a cabeça em água.
Friday, May 2, 2014
Livros extraordinários #1
Directamente da série «Capas espectaculares, brutais e cenas assim», a capa original de O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan. Corresponde perfeitamente ao conteúdo, ao «pintas» que é o Nelsinho.
Thursday, March 27, 2014
Frase do Dia #54
Há cerca de 17 anos (quando é que eu passei a contar números de dois dígitos para me recordar de factos passados?), por ocasião de um aniversário (acho eu) ofereceram-me um exemplar do OK Computer (Radiohead, pois claro). Até ao presente dia, este deve ser ainda o CD com mais quilometragem que possuo, tantas foram as vezes que girou no leitor. No interior da caixinha de plástico, vim a descobrir um dia um booklet ilustrado que dizia, entre outras coisas, o seguinte:
Não sei explicar porquê, mas ao ler ou recordar esta frase específica, penso em «Airbag», a primeira canção do álbum, e sinto-me satisfeita. São cenas.
Monday, March 24, 2014
A postcard a day keeps the sadness away #26
Thursday, February 6, 2014
Sem número, número 19
Já se perdeu a conta aos dias cinzentos de chuva, aos dias encerrados em casa, diante de um computador e livros. O isolamento constrói-se e, ao sair à rua, forçada pelos compromissos médicos, compreende-se finalmente o tamanho da solidão. É um luxo não se ser forçado a conviver com desconhecidos. Ao entrar no táxi compreende-se a importância de se estar só, distante das ruas, do metro, dos autocarros, dos balcões de atendimento. Durante um quarto de hora - oh, e entrara-se no táxi pensando poder contornar as distâncias e o tempo - o homem fala, fala, fala, queixa-se, brada contra todas as entidades de esquerda, contra o sistema político, pragueja e insulta violentamente, fazendo estremecer o passageiro. E os semáforos que insistem em ficar vermelhos, que permanecem assim durante minutos a fio, e a ânsia pelo verde, a ânsia de chegar, de poder sair dali e não ouvir mais aquele homem. «Cale-se», grita mentalmente. «Deixe-me», desejando o silêncio, que é mais valioso do que ouro e todas as pedras precisosas do mundo. No final, perante a ausência de reacção, pergunta se já terminei o meu curso, se trabalho. Digo-lhe que não. Espanta-se. «Como não trabalha?» Chegamos, finalmente. E saio, pago, deixo alguns cêntimos a mais: a vontade de sair dali não tem preço.
Monday, February 3, 2014
Sabes que não estás assim tão velha e acabada porque...
... É de madrugada e, tendo um projecto em mãos, sentes-te ainda motivada e desperta para continuar. Quebraste antes do jantar, mas a partir daí foi sempre a aviar e olhas para a lista de tarefas, de textos a escrever e cenas para apontar e fazer e decides-te a tratar ainda mais alguns assuntos antes de ir dormir, porque te dá para rabiscar e escrevinhar. É mais ou menos (menos, oh, muito menos) como quando, durante alguns meses, fazias uma directa semanal e tinhas tantas responsabilidades em mãos que chegavas a trabalhar das 22.00 às 2.00 e a levantares-te às 6.30 para escrever, sentindo-te fresca como uma alface e cheia de ideias e das palavras certas para transpor para o papel. «A fervilhar», seria a expressão correcta para descrever o que sentias. E sentias o que sentias, porque não tinhas uma gota de respeito pelas pessoas que insistiam em ser parvas e desvalorizavam o teu trabalho.
E eis que, finalmente, cinco anos depois (já passou tanto tempo?), sentes algo semelhante e sentes-te bem (vá, exceptuem-se as dores nas costas, no rabo e o cansaço nas pernas), porque não há ninguém que te possa fazer sentir uma incompetente, ou simplesmente mal por seres uma Wikipedia tonta com braços e pernas e muita informação inútil. That's it.
E eis que, finalmente, cinco anos depois (já passou tanto tempo?), sentes algo semelhante e sentes-te bem (vá, exceptuem-se as dores nas costas, no rabo e o cansaço nas pernas), porque não há ninguém que te possa fazer sentir uma incompetente, ou simplesmente mal por seres uma Wikipedia tonta com braços e pernas e muita informação inútil. That's it.
Subscribe to:
Posts (Atom)


