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Monday, August 19, 2013

A postcard a day keeps the sadness away #23


Se um dia, numa entrevista de emprego ou questionário pateta de Verão [passe a redundância], me perguntarem que personagem fictícia gostaria de ser, responderia o Zio Teo, aquele que, gritando no seu maior ímpeto, berra por uma mulher. Un bisogno più normale, dizia o pai. E é capaz de ter razão.

[Sempre que preciso de me sentir bem, penso em Rimini. Na Rimini da infância de Fellini. Haveria lá sítio melhor para se desejar morar que um filme de Fellini? Se me deixassem, morava em Amarcord. Isso é que era catita a valer.]

Wednesday, December 19, 2012

Frase do Dia #36

Meditando sobre o objecto do jantar, que envolveria pequenos pedaços trucidados de um chouriço, eis que penso sobre os prazeres da carne e da comida, no geral. Assoma ao pensamento a visita do senhor Palomar ao talho, durante uma ida às compras, como nos conta Italo Calvino:

«Um sentimento não exclui o outro: o estado de alma de Palomar na bicha do talho é simultaneamente de alegria contida e de temor, de desejo e de respeito, de preocupação egoísta e de compaixão universal, o estado de alma que outros talvez exprimam na oração.»

É por isto que os prazeres e as tentações da carne andam de mãos dadas com a religião.

(Já Fellini dizia que isso tudo se concentrava em Roma - filme e cidade -, algures entre os devoradores de pasta, as prostitutas e os desfiles de moda religiosa.)

Tuesday, August 14, 2012

Cenas da vida no campo #1


Às vezes, cá em casa, houvera uma espécie de foguetão, e a vida seria igual à cena que abre este vídeo.


Outros dias há, em que me apetece fazer o mesmo que o Zio Teo. Porém, do topo da nossa cerejeira, gritaria outras palavras.

Saturday, June 4, 2011

Frase do Dia #19



Roma, a cidade das ilusões. Roma segundo Gore Vidal:

«Gosto dos romanos. Não se importam se vivem ou morrem. São como os gatos. E esta é a cidade das ilusões. É uma cidade, antes de tudo, da Igreja, do governo, do cinema. Todos fabricantes de ilusões. (...)  Qual lugar melhor que esta cidade, que já morreu tantas vezes, e ressuscitou tantas vezes, para ver o verdadeiro final através da poluição e superpopulação? Parece-me o lugar perfeito para ver se acabamos ou não.»

(Recuperado de Roma de Fellini, 1972)