Thursday, August 23, 2012

A postcard a day keeps the sadness away #20


Deve ser um dos postais de que mais gosto, ainda que na altura não recebesse muitos - foi algures em 2006/2007, anos antes de saber o que era sequer o Postcrossing. Foi uma amiga minha, que encontrando-se no programa Erasmus na Holanda, viajou até Berlim e de lá mo enviou. Eu só viria a conhecer Berlim no final de 2010, numa viagem que fiz com a minha irmã para visitar uma amiga cazaquistaneza (tive de ir ao dicionário para saber como se escrevia o nome de um habitante do Cazaquistão, oh my -.-'). Gostei muito da cidade, apesar do pouco tempo que lá estive, e acho que esta imagem é-lhe bastante adequada.

Wednesday, August 22, 2012

Sem número, número 3



Ontem, ao conduzir numa estrada que conheço de cor, lembrei-me de estar num bar em Osaka, algures no meio de Namba, a beber uma cerveja (das completas, não uma meia-cerveja) com um rapaz belga a morar em Pequim e um neo-zelandês que partira a perna a esquiar algures em Hokkaidó. Estavamos sentados à janela e passou um Toyota MR2. Na rua havia umas quantas moças vestidas de meninas de colégio em cartão em tamanho natural. E eu pensei para mim que aquilo era mesmo muito japonês.  

Sem número, número 2



Quando eu era jovem (15 anos, ou à volta disso), dava-me para ouvir Rammstein, ver filmes de David Lynch – embora falte ainda visionar o Eraserhead – e ler O Nome da Rosa. Continuo a achar que me podia ter dado para muito pior. 

Tuesday, August 14, 2012

Cenas da vida no campo #1


Às vezes, cá em casa, houvera uma espécie de foguetão, e a vida seria igual à cena que abre este vídeo.


Outros dias há, em que me apetece fazer o mesmo que o Zio Teo. Porém, do topo da nossa cerejeira, gritaria outras palavras.

Frase do Dia #32

Porque sim. Porque o céu se encheu de nuvens e se acinzentou:

«O amor não é a felicidade.
Se não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em corrigir-nos, em louvar nos outros o que nos falta a nós. 
Os homens que tomaram a resolução de detestar os seus semelhantes ignoram que é preciso começar por se detestarem a si mesmos.»

«Poesias, Prefácio a um livro futuro», integrado em Cantos de Maldoror, de Isidore Ducasse, Conde de Lautréamont.

Wednesday, July 11, 2012

Coisas que me tiram do sério [sempre em actualização]

Ou que me irritam profundamente, ou apenas fazem praguejar:

#1 - O Sapo Blogs estar sempre a «emperrar» e/ou dar erro.
#2 - A Amazon estar constantemente a anunciar inovações e/ou alterações ao Kindle Fire: só falta integrarem um microondas e um canivete suíço.
#3 - Fifty Shades of Grey e todos os artigos/posts/notícias que dizem coisas como «o que significa o sucesso do livro», «vende triliões e bate recordes» e tudo o que analisa «o fenómeno»: pessoal, há mais coisas no mundo e mais importantes que um livro cujo género é apelidado de «mommy porn».
#4 - Tudo o que diga respeito ao Relvas.
#5 - Os lábios da Lana del Rey: aquilo parece o resultado de uma queda de cara no chão (quando era pequena caí de cara no chão e fiquei com o lábio inchado como o dela).
#6 - A estúpida alergia que o meu corpo resolveu fazer a um antibiótico.
#7 - As falhas da minha Internet e, na generalidade, todos os serviços de telecomunicações que prosperam, apesar de fornecerem um serviço de má qualidade e explorarem os clientes.
#8 - Ser forçada a usar o Internet Explorer, porque não consigo recorrer ao mesmo serviço de e-mail num só browser.
#9 - Traduções manhosas em filmes, blogues, artigos de jornais on-line (não vou sequer referir nomes...), tipo «textbook: livro-texto». WTF?

Tuesday, June 12, 2012

A postcard a day keeps the sadness away #19


Podia haver uma série «David Lynch» neste blogue: livros, filmes, séries, influências, meditação transcendental, and so on, and so on - tudo isso já aqui se mencionou. Dado que é suposto que a minha colecção de postais inclua postais dos meus filmes favoritos - ou, pelo menos, marcantes - Mulholland Drive não poderia ficar de fora. Vi-o com uns 16 ou 17 anos numa sessão do clube de cinema da escola onde estudava. O professor  responsável pelo clube, fumador de charutos, havia decidido mostrar alguns filmes de Lynch e, além de Dune, passou também Mulholland Drive. Associo, por isso, ao filme, o odor de charuto a arder que circulava pela sala, durante a projecção do filme.