Wednesday, October 12, 2016

Frase do Dia #56

Com um dia de atraso na intenção de a partilhar com o mundo, mas muitos mais desde que se ouviu e comentou esta frase. A verdade é que dou para mim a pensar nela com alguma frequência, sobre como é cheia de sabedoria e se pode aplicar a domínios tão diversos:

«It isn’t too complex really [the strategy]. A to B as fast as you can go and hope for the best. Close the eyes and pull like a dog.»

Palavras dos irmãos O'Donovan, mais conhecido como a dupla de remadores irlandesa que dá as entrevistas mais divertidas dos Olímpicos. Para ver, em primeira mão (ou olho) aqui.

E só para que conste, eles conseguiram a primeira medalha de prata para a Irlanda em remo. Alguma coisa estão a fazer bem.

Thursday, August 18, 2016

Sem número, número 33

Passaram já 11 meses desde o último post. Serve o presente para assinalar que Agosto é o pior dos meses. De há alguns anos para cá que a tendência se confirma. Sim, pode ser o mês com o melhor dia para casar - assim o diz o Quim Barreiros (é a nota humorística do post), mas a verdade é que, se 2016 está a ser um ano de más notícias, Agosto consegue concentrar as piores.

Faltam pouco mais de dez dias até ao final do mês e eu chego a temer o que eles trarão. Nada de bom, provavelmente.

Wednesday, September 30, 2015

Sem número, número 32


Finais de tarde romanos, no cimo da colina, no parque onde diversas pessoas se reúnem em volta de algumas garrafas de vinho e petiscos improvisados e um homem toca «Si è spento il sole». Eu imagino que ouço a voz do Vinicio Capossela e sinto-me feliz: por instantes estive verdadeiramente em Roma.

Tuesday, September 15, 2015

Sabes que o dia de hoje está cinzento, mas...

... nunca se sabe como irá terminar. A instabilidade climatérica pode sempre estender-se ao estado psíquico e, da mesma forma que acordaste com chuva, não sabes se quando te fores deitar à noite o tempo não estará agrável o suficiente para um passeio nocturno, sem que o vento te despenteie.

Wednesday, September 9, 2015

Sabes que o dia de hoje foi bom, mas...

o diabo sempre esteve e sempre estará atrás da porta. Não há Vaticano, Papa ou religião que nos safe. Só conseguiremos safar-nos se quisermos. A única coisa que vale a pena é a certeza de que fazemos o melhor que podemos. Ou não fazemos? Não alardeio a importância da coragem ou outros clichés que sejam. Não contraí nenhuma doença mortal, só aquela que todos adquirimos a partir do momento em que passámos a existir. Morrerei quando tiver de ser. Mas até lá, espero que o inferno que criar seja mais doce, e menos tortuoso do que todos os outros que já criei até agora.

Tuesday, September 1, 2015

Lista #10: Livros que se transportam para férias [ou como ressuscitar um blogue sem fazer respiração boca a boca]

Sem olhar para datas, para evitar receios, depressões e hesitações, e porque quem vai para o mar avia-se em terra, antecipei as férias escolhendo meia dúzia de livros para levar comigo. Na verdade são mais de seis, e não peçam grande critério. São livros que já começaram a ser lidos e que ficaram a meio e, portanto, têm de ser recomeçados do início, outros foram escolhidos porque a curiosidade deve ser satisfeita, e uns porque simplesmente foram achados perdidos no meio de outros e não merecem ser discriminados.

O Labirinto da Saudade Psicanálise Mítica do Destino Português, Eduardo Lourenço: está na estante desde o segundo ou terceiro ano da faculdade e foi lido, pela última vez, corria o verão de 2006. Para aprender algo de interessante, lá vai ele, novamente, nove anos depois (não deprimas, não deprimas).

a estrada curva, jorge vaz nande: são pequenos contos e, honestamente, já nem sei bem como chegou a mim. Também deve ter uma qualquer relação com os meus tempos de faculdade, porque tanto quanto sei, foi colaborador d'A Cabra. É pequenino e estava perdido no meio de uma estante em casa dos meus pais, mas não é por isso que é menos do que os outros.

Anthology of Black Humour, André Breton: primeiro veio a Nadja. Como L'Amour Fou não se achava em livraria alguma, encontrei-me um dia na Almedina Saldanha com este e, passados cinco anos, depois de iniciada a leitura, achei que estava na altura de avançarmos na nossa relação.

Isto Não é Um Conto, AA.VV.: mais recente, apesar do tema difícil, tem uma história pessoal/laboral a ele associada e é um dos poucos vestígios positivos desse período mais complicado da minha vida.

Tabacaria, Álvaro de Campos: é uma forma de me convencer que até leio poesia e é um clássico.

O Desaparecido (aka Amerika na versão anglo-saxónica), Franz Kafka: porque há coisas que têm início e precisam de ser terminadas para que nunca mais nos voltem a assombrar. E nada disto tem que ver com o pobre Kafka, que nunca chegou a terminar o livro, nem nunca viu a última vontade respeitada (como este livro o testemunha).

Ursamaior, Mário Cláudio: espero que não seja o único título desta trilogia com nome de constelações que leio, mas há que começar por algum lado.

Ficções de Humor, AA.VV.: faltava-me este de entre todos os números «especiais» da revista. E pronto, porque dá sempre jeito um livro de contos, principalmente se tiver piada.

Fora isto, ainda devo andar a ler La famosa invasione degli orsi in Sicilia, do Dino Buzzati, livrinho que já merecia uma tradução para o português. Assim naquela.

Monday, August 10, 2015

Sem número, número 31

Já muito além dos 30, resta apenas dizer que tive o azar (ou a sorte, sabe-se lá) de nascer num sítio em que o vinho, por mais rasco que seja, consegue ser bom.